No âmago das desilusões ecoa a voz profana dos miseráveis.
Miseráveis da fome ...
Da falta de amor...
Do preconceito...
Da ganância de muitos do tão pouco de milhares....
A viagem do deserto do esquecimento dos humildes da
vida e dos corações que buscam a esperança...
O grito sacode a alma e a falta do ouvir sua voz....
Deixam desprotegidas as mãos calosas da falta do trabalho...
O vício a praga, a doença e a descrença na vida...
Os exterminam na próxima encruzilhada do desespero...
O futuro é desenhado de forma trágica pelos audaciosos do poder....
Para massacrarem os pequenos e se tornarem cada vez maiores.....
A vida pede socorro no desconsolo do choro de uma criança....
Eliminando de vez a voz, que se cala por um mísero pedaço de pão...
Esquecendo que o amanhã será um outro dia...
No crepúsculo de um novo amanhecer...
Fião
17/03/2010 14:00
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