Olho o azul, nos limites do horizonte...
A Busca em mim que ultrapaça as barreiras do perfeito...
Contemplo as flores, o verde, águas e rios ao som da natureza...
Votar a ser criança e brincar no colo da igenuidade...
Muitos querem ser algo e não passam de escravos que vivem sem saber porque...
Pisar em nosso semelhante é o mesmo que não se curvar diante do salvador...
Que saudade da vida simples, do cantar do galo entre as madrugadas, o uivar do cachorro lobo na lua cheia...
Do fogão a lenha onde mamãe preparava nosso pão nosso...
Que saudade do homem sertanejo com seu chapéu e cigarro de palha a cantar pelas plantações...
Do cavalo manso que conhecia os caminhos, pois não era preciso guiá lo ...
Que saudade da flores e do menino com os pés descalço no chão, estilingue na mão e um pássaro na mira, nunca errava e o pobre pássaro rolava árvore abaixo...
As pescarias, o carinho e a emoção de uma boa pescada...
A mesa farta sinal de fartura, enquanto a menina dos olhos azuis brincava com sua boneca de espiga de milho...
Tantas vidas, o tempo, o momento e o presente...
O homem sofre para modificar se e deixa a felicidade a procura de conforto...
Esquece o homem pai de todos e fazem guerra e maltratam seus irmãos...
A ignorância deu lugar ao progresso e as doenças deu lugar a morte...
Morte também de um povo simples, humilde, mas que não tinha vergonha de ser feliz...
Pois a felicidade se busca através de pequenas coisas, pois com elas e nos gestos simples estão escondidos os grandes segredos da vida...
04 / 12 / 1996 às 7:39 da manhã