26 outubro 2011

Buscas

Rastros no meio do caminho são fagulhas que o tempo desintegra na mediocridade dos anos
Ainda resta lembranças da vida, dos estilhaços que a própria maturidade transcreve em meio as linhas tortas do desconhecido.
Na ciranda do apocalipse dos tenebrosos resta somente a maldade na cabeça e o esquecimento cai por terra como tempestade de uma sexta feira treze.
O espinho trai quem ama as flores e a beira do caminho ele está debruçado com a solidão e a saudade de sua amada.
O vento balança calando a madrugada e o bohemio da noite acende seu charuto enquanto dedilha algumas notas em seu violão de pensamentos.
 As lágrimas desencadeiam o desencontro e a solidão faz chorar a tristeza como marcas que deixarás cicatrizes no passado...
A justiça engana os homens, o preconceito os corrói, a ganância mora ao lado da casa...
O homem o destino e sua profecia, Deus a eternidade e o paraíso, moram juntos ao despertar da vida hipócrita que nem sabe porque vive....
Enquanto esquecido lá cruz sua mãe ainda chora, ao ver o filho que foi esquecido por muito da humanidade....

31/12/1996
9:07 da manhã

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